CAPÍTULO X

FORMAÇÃO E INSTRUÇÃO DOS SOLDADOS NO ANO DE 1970

          No que diz respeito à 2ª PARTE, que, também neste ano permanece trazendo registros sobre a instrução na Polícia Militar do Espírito Santo, a primeira anotação se refere à fixação de Diretrizes Gerais para o torneio desportivo “Coronel Nascimento”. Inserida no Boletim nº 002, de 05 de janeiro de 1970, prevê a inscrição de oficiais e praças, os critérios de classificação dos atletas e de formação das equipes, a tabela do torneio e a data para o seu encerramento.

Em aditamento ao documento do comando geral acima mencionado, existe Nota de Instrução n° 01/70-S3, cujo objetivo era regular a cerimônia de abertura do torneio.

Complementando as normas gerais para a disputa desportiva já referida, o Boletim nº 003, de 06 de janeiro de 1970, trouxe o Aditamento nº 1/SE/70, referente a diretriz do torneio e o Aditamento nº 2/SE designando a mesa de arbitragem. Este segundo aditamento foi distribuído através do Boletim nº 004, de 07 de janeiro de 1970.

Tratando igualmente da competição esportiva, existem normas insertas no Boletim nº 006, de 09 de janeiro de 1970,  Boletim desportivo nº 02 e Boletim nº 011, de 16 de janeiro de 1970.

A Inspetoria Geral das Polícias Militares continua, no ano de 1970, a ditar normas para a formação de policiais militares.

Tanto assim que o Boletim nº 007, de 12 de janeiro de 1970, cuida da formação dos quadros para Curso Superior de Polícia, tendo em vista as regras gerais fixadas pela IGPM, o que se infere pela leitura de radiograma transcrito neste documento, que disponibiliza cinco vagas para o curso mencionado junto à Polícia Militar de Minas Gerais.

A migração de policiais militares capixabas para outros Estados da Federação continua ocorrendo. Prova disto é anotação contida no Boletim nº 008, de 13 de janeiro de 1970, que reproduz comunicação da Polícia Militar de Minas Gerais sobre a conclusão do Curso de Formação de Oficiais por aspirantes a oficiais do Estado do Espírito Santo.

Do registro infere-se que as disciplinas se dividiam em Ensino Militar, Educação Física, Ensino Fundamental e Ensino Policial.

A apresentação dos certificados se encontra registrada no Boletim nº 010, de 15 de janeiro de 1970.

Em idêntico sentido o Boletim nº 011, de 16 de janeiro de 1970, do qual consta indicação de major da PMES para estagiar na Academia Nacional de Polícia em Brasília.

Mesma tendência é a registrada no Boletim nº 13, de 20 de janeiro de 1970, relacionada a Curso na Academia Nacional de Polícia, em Brasília e no Boletim nº 030, de 17 de fevereiro de 1970, referentemente ao Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais junto à Polícia Militar de Minas Gerais.

O mesmo boletim contém designação de grupo de trabalho para elaborar anteprojetos de manuais, atendendo a determinação da IGPM.

O Boletim nº 14, de 21 de janeiro de 1970 traz em anexo a Separata nº 001, onde consta relação de praças integrantes da Companhia Escola. De sua leitura conclui-se existirem trinta praças, sendo um subtenente, sete sargentos, quatro cabos e o restante constituído de soldados.

Concurso de admissão e matrícula à Escola de Formação de Oficiais está previsto no Boletim nº 15, de 22 de janeiro de 1970. As provas de admissão constavam de Português, Matemática, História Geral e do Brasil, Geografia Geral e do Brasil e eram elaboradas por grupo denominado Comissão de Organização de Provas (COP), aplicadas por uma Comissão de Aplicação e Fiscalização (CAF) e corrigidas por uma Comissão de Correção e Apuração (CCA). O exame físico estava a cargo da Comissão de Exame Físico. Todas as comissões atendiam a normas contidas nas Instruções do Concurso de Admissão e Matrícula (ICAM).

O registro acima, não obstante possa parecer levemente patética a reprodução de tantas siglas, foi feito exatamente com o objetivo de demonstrar a abundância com que as mesmas eram – e ainda o são – utilizadas pela corporação. A disposição de atribuir acrogramas a várias seções, documentos e procedimentos – anote-se – é apenas uma das dificuldades com as quais nos defrontamos no decorrer deste trabalho. Tamanhos foram os percalços enfrentados para entender este verdadeiro dialeto que fez surgir em nosso íntimo o embrião da disposição de ordenar os termos em uma obra, qual um dicionário de militarês (Neologismo de que nos utilizamos para designar a linguagem castrense).

No Boletim nº 017, de 26 de janeiro de 1970, consta resultado do exame psicotécnico da Escola de Formação de Oficiais, bem como a ficha profissiográfica dos 51 candidatos à matrícula.

Na ficha profissiográfica adotada no exame psicotécnico, é interessante ressaltar que constavam como contra-indicações físicas a surdez e deficiências visuais graves e psicológicas os distúrbios nervosos e as tendências sádicas exageradas.

O perfil profissiográfico é minuciosamente traçado, atentando para a parte policial e parte militar, de ambos constando, como qualidades exigidas hetero-agressividade, leve ou acentuada, bem dirigida e sob controle.

Os elementos constantes da ficha  profissiográfica foram retirados das obras Sua Vida e Seu Futuro, de PIERRE WEIL e de As Vocações e Como Descobri-las, Psicologia Militar e Manual de Orientação Profissional, estas três últimas de MIRA Y LOPEZ.

Ainda no mesmo boletim encontra-se registrada transcrição de Decreto do Governador do Estado do Espírito Santo reduzindo, de doze para nove meses o estágio probatório a que estavam sujeitos os aspirantes a oficial da PMES elencados no próprio decreto.

O resultado dos exames físicos constou do Boletim nº 023, de 03 de fevereiro de 1970 e Boletim nº 024, de 04 de fevereiro de 1970 e o resultado final do Boletim nº 028, de 13 de fevereiro de 1970.

O Instituto Educacional da Polícia Militar, através do Boletim nº 022, de 02 de fevereiro de 1970, torna pública a abertura de inscrição, em segunda época, para exame de admissão ao curso ginasial.

Tal estabelecimento de ensino contava, inclusive, com uma Assistência Pedagógica, de acordo com o que está registrado no Boletim nº 056, de 1º de abril de 1970.

A Companhia Escola chegou a ser comandada por um Aspirante a Oficial, de acordo com o que consta do Boletim nº 025, de 05 de fevereiro de 1970. O comandante da fração era, na época, o então Asp OF ALVIM JOSÉ COSTALONGA.

A subchefia do Serviço de Ensino, na mesma época, era exercida por um capitão (Boletim nº 027, de 12 de fevereiro de 1970).

Instrução para Cabos e Soldados constou do Boletim nº 029, de 16 de fevereiro de 1970. Dela constaram o programa de instrução, finalidade, quadro de trabalho semanal, registro de instrução e previsão para início e término dos trabalhos. A duração do curso era de, aproximadamente, nove meses, ou seja, de 16 de fevereiro a 13 de novembro.

Como já dito alhures, o ensino nas polícias militares era fiscalizado pela IGPM. Assim é que o Boletim nº 036, de 25 de fevereiro de 1970, estabelece plano de visita e inspeção da IGPM, com previsão de demonstração ligada às missões específicas da unidade da corporação visitada, ou de educação física, ordem unida ou, ainda, alarme, dentro das possibilidades de seus efetivos.

O Boletim nº 041, de 04 de março de 1970, demonstra que o exercício do magistério junto a alunos militares era remunerado, ao tempo em que transcreve despacho em expediente determinando recolhimento das importâncias recebidas por oficiais e praças como professores e instrutores do IEPM, em parcelas, com base na remuneração de cada um.

A Nota de Instrução nº 1/70-SE, contida no Boletim nº 054, de 30 de março de 1970, teve a finalidade de regular as atividades a serem desenvolvidas no campo da instrução, determinando que o comandante do Corpo deveria informar, mensalmente, a instrução ministrada. Os instrutores seriam, obrigatoriamente, por força, de tal nota de instrução, oficiais da PMES.

Em Aditamento nº 9/SE, que constou do Boletim nº 055, de 31 de março de 1970, foi publicado o programa de instrução para cabos e soldados e normas gerais para o Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos e Curso de Formação de Sargentos de Fileira.

Previa o aditamento do Serviço de Ensino da PMES que a seleção de candidatos seria feita mediante um concurso de admissão por exame psicológico.

Os exercícios militares, já minuciosamente descritos quando nos referimos ao ano de 1930, continuam existindo e sendo aplicados em 1970. Evidência disto é a anotação do primeiro acantonamento realizado pela quarta turma de recrutas de 1969, constante do Boletim nº 057, de 02 de abril de 1970.

Curso de Eletricista Instalador, realizado pelo SENAI e com duração de dois meses, foi franqueado aos militares no ano de 1970. Os inscritos ficariam dispensados da escala de serviço durante o curso (Boletim nº 058 de 07 de abril de 1970).

Prática não rara nesse ano era a designação de um oficial e uma praça para realizarem trabalhos sobre vultos da história das polícias. Assim é que no Boletim nº 061, de 13 de abril de 1970, existe a determinação a dois militares para a apresentação de um trabalho sobre o Dia dos Patronos das Polícias Militares do Brasil. Subseqüentemente, encontra-se, quando da data festiva, alocução do Comando Geral sobre o mesmo tema (Boletim nº 065 de 20 de abril de 1970).

Idêntica prática é verificada no Boletim nº 073, de 05 de maio de 1970, no Boletim nº 093, de 09 de junho de 1970 e no Boletim n° 141, de 01 de setembro de 1970.

O Boletim nº 062, de 14 de abril de 1970, comunica matrícula de soldado no curso de Tecnologia Mecânica.

Aberta inscrição para o curso de Formação de Sargentos de Fileira, através do Boletim nº 066, de 22 de abril de 1970, foi indeferida a inscrição de um soldado, em virtude do mesmo se encontrar sub judice, o que desponta como uma das condições para pretender a graduação.

Outra das condições está evidenciada no Boletim nº 066, de 22 de abril de 1970, que se refere à inspeção de saúde para fins de inscrição no Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos e no Curso de Formação de Cabos de Fileira.

Transcrição de carta do Secretário de Segurança Pública contida no Boletim nº 069, de 28 de abril de 1970 denota a ocorrência de estágios no exterior, quando se refere a adiamento de viagem aos Estados Unidos da América de candidatos da Polícia Militar a bolsa de estudos.

O Boletim nº 070, de 29 de abril de 1970, refere-se a matricula de soldados no curso de eletricista no Serviço de Ensino.

A instrução para os oficiais é constante durante o ano em comento, com a realização de diversas palestras. Dentre elas, releva ressaltar a de Metodologia da Instrução (Boletim nº 074 de 06 de maio de 1970), Escrituração Militar, Ação Educativa contra a Guerra Revolucionária, Logística, Assuntos Gerais (Boletim nº 089 de 02 de junho de 1970), todas ministradas por oficial da PMES.

Com o Boletim nº 076, de 11 de maio de 1970, são fixadas diretrizes de ensino para o Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos, com duração prevista de seis meses.

O objetivo do curso, dirigido por um Major ou Capitão, segundo o documento, é a atualização e aprimoramento dos conhecimentos dos segundos sargentos da corporação.

As diretrizes vieram distribuídas no Aditamento nº 10/70-SE ao Boletim nº 077, de 12 de maio de 1970 e mencionava os cursos de Aperfeiçoamento de Sargentos e de Formação de Sargentos de Fileira. Existem modificações inseridas pelo Boletim n° 132, de 13 de agosto de 1970.

O Boletim n° 112, de 09 de julho de 1970, dá conta da realização de Curso de Preparação de Programador de Computador, realizado pelo Serviço Estadual de Racionalização e Controle Operacional, ao mesmo tempo em que dá conta de que após a submissão a exame psicotécnico, nenhum militar da PMES foi aprovado.

Ao transcrever o R-200 – Regulamento para as Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, instituído pelo Decreto n° 66.862, de 08.07.70 – o Boletim n° 118, de 21 de julho de 70, deixa claro (art. 23) que ao Estado-Maior do Exército, através da Inspetoria-Geral das Polícias Militares estava conferido todo o controle da instrução a ser realizada pelas polícias militares.

A instrução para oficiais continua a ser realizada, com a previsão de realização de várias palestras. A duração aproximada é de uma hora e os expositores são os próprios oficiais da PMES (Boletim n° 122, de 28 de julho de 1970).

Conclusão do Curso de eletricista Instalador – com dois soldados reprovados por freqüência – está registrada no Boletim n° 126, de  04 de agosto de 1970.

Discurso proferido pelo General JOÃO BATISTA DE FIGUEIREDO, ex-presidente da República Federativa do Brasil à turma de Aspirantes daquele ano (Boletim n°139 , de 27 de agosto de 1970) merece ter destacado o seguinte trecho:

 

Seus Chefes e os seus Quadros têm como obrigação decorrente, de estruturá-la, de instruí-la e de aperfeiçoá-la com vistas, unicamente a oferta do melhor possível dentro dos meios e recursos que o Estado põe à sua disposição.

A grade curricular do Curso de Formação de Oficiais da Polícia Militar de São Paulo pode ser deduzida através da leitura do Boletim n°140, de 31 de agosto de 1970.

Nele, constam, para o primeiro ano: Direito Processual Penal Militar, Sociologia, Direito Civil, Português, Organização e Prática de Bomb., Equitação Hipologia, Armamento e Material de Tiro,  Instrução Geral e Legislação, Higiene e Socorro de Urgência, Ordem Unida e Educação Física.

Para o segundo ano eram ministradas aulas de Direito Civil, Direito Constitucional, Direito Penal e Penal Militar, Criminologia (II), Criminalística (I), Comunicações Sociais, Organização e Emprego da Infantaria, Topografia, Observações e Informações, Balística e Tiro, Movimento Revolucionário e Segurança Interna, Táticas Policiais(I), Operações Especiais Rodoviárias, Operações Especiais Ferroviárias, Ordem Unida, Educação Física, Educação Institucional e Instrução Eqüestre.

No terceiro ano eram lecionadas Técnica de Ensino, Instrução Tática,  Organização e Emprego da Infantaria, Ordem Unida, Educação Física,  Educação Institucional, Dir. Penal e Penal Militar, Comunicações Sociais, Criminalística, Tática Policial (Investigação Criminal), Direito Judiciário Penal, Direito Processual Penal Militar, Legislação Social, Medicina Legal, Tiro Policial, Informação e Contra-Informação, Direito Administrativo, Guerrilha e Contra-Guerrilha, Segurança Física e Segurança Pessoal, Defesa Territorial, Chefia e Liderança, História Militar e Psicologia Social.

Em todos os anos as condutas dos alunos-oficiais eram avaliadas, recebendo notas, convicção que é reforçada por anotações constantes do Boletim n° 196, de 01 de dezembro de 1970.

O Boletim n° 147, de10 de setembro de 1970, traz o Aditamento nº 13/SE, consistente em Diretriz de Instrução para o Curso de Formação do Policial Militar, onde são estabelecidas bases para desenvolvimento da Instrução.

Nele há previsão de progressão e entrosamento da instrução, com a divisão em período de adaptação, de formação e de aplicação.

Programa de instrução para oficiais nos meses de outubro, novembro e dezembro consta do Boletim n° 162, de 09 de outubro de 1970. As palestras seriam sobre Canil da Polícia Militar (Sinofilia), Guerrilhas (Instrução Tática); Curso Superior de Polícia, Funcionamento da PM-1, Funcionamento da PM-2, Funcionamento da PM-3, Funcionamento do Serviço de Intendência, Funcionamento do Serviço de Ensino, Pessoa Capacidade, Efetivo da PM, Calamidade Pública e suas Conseqüências, Funcionamento da Ajudância Geral, Serviço Jurídico da Polícia Militar (Assuntos Gerais); Rádio Patrulha, Trânsito (Instrução Policial); dois módulos de Estágio de Informações (Informações); Lei de Segurança Nacional, Guerrilha Urbana (Ação Educativa contra Guerra Revolucionária); A Contabilidade Financeira de uma Unidade, Funcionamento dos Órgãos Administrativos Internos - Tesouraria (Escrituração Militar); Ação Comunista (Comunismo e sua Expansão). Todos os palestrantes eram oficiais.

Foi celebrado convênio entre a PMES e o Bureau de Psicologia Aplicada para assessoramento técnico à Seção de Concursos, Recrutamento, Seleção e Orientação Profissional (SE/S-2), órgão integrante do Serviço de Ensino da corporação (Boletim n° 178, de 04 de novembro de 1970).

A seção teve sua atividade regulamentada no mesmo boletim, tendo como finalidade a de aplicar quaisquer técnicas e métodos psicológicos necessários à execução de pesquisas psicológicas e ao estudo de pessoal em toda a PMES. Competência: selecionar e recrutar pessoal, orientação profissional, orientação psicopedagógica, cursos de treinamento relacionados com psicologia aplicada e aulas práticas sobre o mesmo tema.

O Boletim n° 187, de 17 de novembro de 1970, registra algumas das disciplinas lecionadas no Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos, dentre as quais destacamos Guerra Revolucionária, Distúrbios Civis, Guerrilha Urbana e Educação Moral e Cívica.

Dentre os requisitos para a aprovação no CAS conclui-se pela leitura de tal documento acima mencionado ser um deles a média cinco e a proibição impostas aos instruendos de ficarem reprovados em mais de duas matérias.

Curso de Investigação Criminal e Atividades Subversivas foi oferecido aos oficiais da PMES pelo Departamento de Polícia Federal, Regional do Espírito Santo (Boletim n° 188, de 18 de novembro de 1970).

Das Diretrizes de Ensino para o CFS e CFCF dadas a público no Boletim n° 195, de 30 de novembro de 1970, infere-se que para o CFS constavam as disciplinas Matemática, Português e Topografia e para o CFC Matemática, Português, Corografia e Educação Moral e Cívica.

Anotações constantes no mesmo boletim dão a entender que as matérias Guerra Revolucionária, Distúrbios Civis e Guerrilha Urbana também faziam parte das grades curriculares dos cursos acima mencionados.

O perfil desejado do aluno-soldado daquela época vem delineado no Boletim n° 197, de 02 de dezembro de 1970. Isto porque com o fim do curso de formação de recrutas e considerados mobilizáveis os soldados, foi escolhido um deles como o melhor recruta, porque tinha alto zelo pelos bens públicos, apresentação pessoal, alto espírito de união, lealdade, desinteresse pessoal.

Do mesmo boletim acima referenciado, extrai-se que para admissão ao Curso de Formação de Oficiais os candidatos eram submetidos a exames médico, psicológico, físico e intelectual, este constante de provas de Português, Matemática, História Geral e do Brasil, Geografia Geral e do Brasil.

Ainda no mesmo boletim do Comando Geral, estão previstos cursos na Academia Nacional de Polícia em Brasília, com especialização em Criminalística, Telecomunicações, Informação e Contra-Informação, Instrutor de Tiro, Datiloscopista Identificador, Segurança Física de Estabelecimentos, Segurança de Dignitários, Fotografia policial, dentre outros. Só oficiais que não estivessem sub judice poderiam se inscrever.

Para os cursos de telecomunicações, instrutor de tiro, datiloscopista identificador e fotógrafo policial eram admitidas inscrições de tenentes. Os demais, só para a patente de capitão ou superior.

A Academia Nacional de Polícia em Brasília também ofereceu nesse ano o Curso Geral de Polícia (Boletim n° 212, de 28 de dezembro de 1970) para oficiais, com preferência para primeiros tenentes que não estivessem sub judice.

No ano de 1970 foi realizada a primeira inspeção administrativa realizada por iniciativa do Comando nos últimos vinte anos.

O Boletim Especial n° 04, de 11 de dezembro de 1970, detalha inspeção realizada na Companhia Escola.

A comissão inspecionadora definiu a Companhia Escola como uma subunidade especial que integra o serviço de Ensino da PMES (art. 29, item III, letra a da Lei Orgânica) e tem por finalidade formar policiais militares recém incorporados e readaptar qualquer praça mal colocada na tropa ou em qualquer órgão administrativo da corporação.

Na época, a Companhia estava instalada na parte superior do pavilhão em que se alojava o 2ª BPM. Instalações ditas modestas, mas asseadas e arrumadas.

A presença de gráficos, desenhos e fotografias que ilustram e orientam os instruendos é ressaltada pela Comissão, em cujo relatório conclusivo são expedidas ordens à chefia do Serviço de Ensino para ministrar conhecimentos sobre escrituração militar para a tropa.

A exemplo do que anotamos com referência ao ano de 1960, também em 1970 o culto à boa forma física é mantido pela PMES.  Os registros que dão conta de tal disposição estão inseridos no Boletim nº 071, de 30 de abril de 1970, Boletim nº 073 de 05 de maio de 1970 e Boletim 083, de 20 de maio de 1970, nas modalidades desportivas de corrida rústica e futebol de salão. Os exercícios físicos também ocorriam no seio da Companhia Escola.  Tanto assim que o Boletim n° 180, de 09 de novembro de 1970, reproduz parte do Comandante daquela subunidade dando conta de que o CFS, CFC e CFPM fariam exercício de marcha itinerária.

Postas as notas que julgamos pertinente registrar relativas ao ano de 1970, cabe, a seguir, o exame das similares no ano de 1980.