CAPÍTULO VIII
FORMAÇÃO E INSTRUÇÃO DOS SOLDADOS NO ANO DE 1950
Observa-se
que o documento passou a ser redigido de forma mais sistemática, sendo
expressamente dividido em 1ª PARTE – DOS SERVIÇOS DIÁRIOS; 2ª PARTE –
INSTRUÇÃO; 3ª PARTE – ASSUNTOS GERAIS E ADMINISTRATIVOS e 4ª PARTE –
JUSTIÇA E DISCIPLINA.
Os
apontamentos de interesse para o presente trabalho estão sediados, via de regra, na segunda parte, que registra assuntos referentes à instrução da
tropa, constituindo a primeira inserção do ano em prorrogação de férias
anuais da instrução da Corporação, constante do Boletim n° 2, de
03.01.1950.
O
Boletim n° 14, de 17.01.1950 prevê a realização de exames para a escola de
recrutas e constitui banca examinadora.
No
mesmo Boletim, a preocupação com a formação dos instrutores – desta feita
de Educação Física –, com a determinação da escolha de três candidatos
– todos praças - dentre os indicados pelas Unidades para fazer o Curso de
Monitores a Escola de Educação Física do Exército, no Estado do Rio de
Janeiro. Exigiam-se condições intelectuais capazes de suporta-lo. A
apresentação dar-se-ia na primeira quinzena do mês de fevereiro daquele ano,
conforme consta do Boletim n° 15, de 18.01.1950.
Habilitados
os candidatos, foi designada banca examinadora dos mesmos (Boletim n° 33, de
08.02.1950). A comissão examinadora era constituída do Cap Sub-Diretor do
Departamento de instrução, MANOEL AQUILINO DA SILVA, do Chefe da 2ª Seção
do Serviço de instrução 2° Ten
NICANOR ALVES SOARES e pelo Secretário Interino do Departamento de Instrução,
2° Ten CARLYLE NETTO.
Os
exames foram realizados na sala do Departamento de Instrução, no dia
09.02.1950 e constaram de provas de Português, História Natural e Aritmética.
A ele concorreram dois Cabos, um 2° Sargento e um 3° Sargento, ficando este último
desclassificado.
As
notas eram atribuídas, separadamente, por cada um dos examinadores e a apuração
da média era aritmética (Boletim n° 36, de 11.02.1950).
Determinadas
especializações eram realizadas fora do Estado. Exemplo disto é a anotação
constante do Boletim n° 21, de 25.01.1950, em que o Comandante da Escola de
Transmissões do Exército oferece ao Comandante da PMES uma vaga – para
Sargento – no Curso de Mecânico de Rádio. Outras ocorriam aqui mesmo no
Estado do Espírito Santo, como o demonstra o Boletim n° 38, de 14.02.1950, que
prevê o Curso para Cabo Radiotelegrafista. A duração do curso era de quatro
semanas, incluídos os exames, e o programa constava de noções rudimentares de
Português, Aritmética, História do Brasil e Geografia; Eletricidade e
Radiotelegrafia.
Ainda
no Boletim n° 15 estão previstas aulas de habilitação aos candidatos ao CCC.
Ministradas pelo Departamento de Instrução, eram compostas das disciplinas
Português, Matemática, Geografia e História, de intensidade correspondente
ao nível exigido para o exame de admissão ao Ginásio Estadual.
A
duração do curso era de dois meses, com início no dia 23.01 e no horário das
14:00 às 16:00 horas.
Quem
desejasse freqüentar as aulas deveria ser encaminhado pelo seu comandante de
Unidade ao Departamento de Instrução.
Designados,
ainda, os Aspirantes a Oficial ERALDO ALVES, MOACYR CYPRESTE, ANTÔNIO ORLANDO
QUEIROZ MACEDO e DÉCIO NASCIMENTO como professores.
A
banca examinadora designada no Boletim n° 14, alhures referido, apresentou o
resultado do seu trabalho, julgando aptos os recrutas mencionados no Boletim n°
23, de 27.01.1950, que foram considerados mobilizáveis (Mobilização
- ação de fazer passar uma tropa do estado sedentário ou de paz ao ativo ou
de guerra), em virtude da aprovação.
Não
há registro de reprovados, apenas uma ausência, por motivo de doença.
A
solenidade de juramento à bandeira foi designada para o dia 1° de fevereiro
daquele ano, dela devendo tomar parte todos os aprovados. Posteriormente, a
solenidade foi adiada para o dia 04.02, com minuciosa programação prevista no
Boletim n° 27, de 01.02.1950.
Da
alocução do Comando Geral, no dia do evento, constante do Boletim n° 30, de
04.02.1950, retira-se que a duração do curso de recrutas era de quatro meses.
Faz a manifestação do Comandante Geral referência à inscrição dos recrutas
nos registros do Exército e não da Polícia Militar, não obstante
pertencessem ao 1° Batalhão, Corpo de Bombeiros e C. M. B.
O
juramento prestado pelos recrutas foi registrado através do Boletim n° 31, de
06.02.1950.
O
Boletim n° 29, de 03.02.1950, designou instrutores e monitores para o Curso de
Adaptação ao Curso de Cabo, para a disciplina de Educação Física. Os
instrutores eram aspirantes a oficial e os monitores cabos.
No
ano de 1950 encontramos o primeiro registro de diretrizes de instrução (Boletim n° 40, de 16.02.1950). Prevendo o início do ano de instrução para 1°
de março e seu término para 30 de novembro, divide o ensino em INSTRUÇÃO
DOS QUADROS e INSTRUÇÃO DA TROPA.
O
item INSTRUÇÃO DOS QUADROS contempla formação e aperfeiçoamento de
oficiais, curso de formação de graduados e curso de aperfeiçoamento de
graduados.
No
que respeita aos oficiais, registra-se que no ano de 1950 não houve curso de
formação, consistindo o aperfeiçoamento em conferências em sessões semanais
de cinqüenta minutos, sempre às sextas-feiras à tarde, ministradas por
Oficiais da P. M., sobre assunto a ser definido.
O
Curso de Formação de Graduados compreendia o Curso de Candidatos a Sargentos,
Curso de Candidatos a Cabos e os Cursos de Artífices e Especialistas. Anote-se
que a previsão é apenas do desdobramento, ficando o início e término dos
cursos para regulamentação oportuna.
O
Curso de Candidatos a Cabos, posteriormente, foi previsto para funcionar no ano
de 1950, com duração de seis meses, com início para o dia 10 de abril. A
responsabilidade sobre o programa e os instrutores foi delegada pelo Comandante
Geral ao Diretor de Instrução, conforme normas contidas no Boletim n° 65, de
18 de março de 1950.
O
programa e os instrutores foram declinados no Boletim n° 70, de 24 de março de
1950. Dirigido pelo Cap. IDYLLIO DESSAUNE COELHO, responsável pela instrução
das cadeiras de Educação Moral e Ordem Unida, o curso contava, ainda, com
aulas de Maneabilidade e Combate e Serviço em Campanha, Topografia e Instrução
Geral, Instrução Policial e Escrituração Militar, Armamento e Tiro e
Materiais Diversos, Português e Matemática, Higiene e Socorro, Educação Física
e Esgrima de Baioneta. Além dos instrutores, todos oficiais da Corporação,
dois Sargentos atuariam como monitores. O diretor deste curso foi,
posteriormente, substituído pelo Cap. ALDO BARONI (Boletim n° 105, de 08 de
maio de 1950).
A
comissão examinadora para a seleção foi constituída pelo Comandante Geral da
Polícia Militar através de publicação contida no Boletim n° 72, de 27 de
março de 1950.
A
inscrição dependia, também, conforme anotação contida no mesmo Boletim
acima referido, do resultado de inspeção de saúde dos candidatos. Idêntica
anotação encontra-se registrada no Boletim n° 73, de 28 de março de 1950,
Boletim n° 74, de 29 de março de 1950, Boletim n° 75, de 30 de março de
1950, Boletim n° 78, de 03 de abril de 1950, dentre outros.
O
Boletim n° 86, de 13 de abril de 1950, traz previsão de prorrogação do
curso, relação dos inscritos e dos candidatos aprovados no certame e determinação
para a matrícula dos mesmos no Boletim n° 93, de 22 de abril de 1950.
Também
quanto ao Curso de Aperfeiçoamento de Graduados remeteu-se o seu início e término
para regulamentação oportuna, o que ocorreu no Boletim 65, de 18 de março de
1950.
O
programa e os instrutores, não obstante não transcritos em boletim, foram
declinados no de n° 70, de 24 de março de 1950. Dirigido pelo Cap. ALDO BARONI, responsável pela instrução das cadeiras de Educação Moral e Instrução
Geral, o curso contava ainda, com aulas de Escrituração Militar, Português,
Instrução Policial, Matemática e Armamento e Tiro.
Tal
curso foi suspenso por necessidade do serviço, de acordo com norma contida no
Boletim n° 86, de 13 de abril de 1950.
O
Curso de Especialistas, inicialmente previsto, realizou-se a partir do mês de
abril, com duração de três meses, conforme constou do Boletim n° 70, de 24
de março de 1950, que abriu oportunidade de concorrerem à matrícula a todos
os interessados, limitados ao número de seis candidatos. As matérias constaram
do artigo 1.169 do Regulamento Geral.
O
item INSTRUÇÃO DA TROPA foi subdividido em período de recrutas, instrução
às praças antigas – empregadas e artífices.
Quanto
à escola de recrutas, previram-se dois períodos, ambos com quatro meses de
duração e exames finais nas segundas quinzenas dos últimos meses do curso (julho e
novembro).
Para
as praças antigas, a instrução dar-se-ia no âmbito das Unidades e
Subunidades, durante todo o ano, com relevo para a instrução policial, a
instrução geral e a educação moral. Praças empregadas e artífices
receberiam instrução na primeira parte do expediente das terças e sextas-feiras, de 07:00 às 08:00 horas, juntamente com as praças
antigas.
Inserido
no item INSTRUÇÃO DA TROPA foi previsto, para a segunda quinzena do mês
de novembro, o acampamento de uma Companhia de Fuzileiros, mais uma Seção de
Metralhadoras, com o objetivo de aperfeiçoamento dos quadros e da tropa pela prática
e execução de trabalhos de organização do terreno – tiro – serviço em
campanha e combate. Não ficou muito claro, entretanto, pelas anotações, se
tal exercício destinava-se às praças antigas ou aos recrutas. A melhor
conclusão, nos parece, é a de que se destinava às praças antigas, uma vez
que no período apontado os recrutas estariam realizando exames finais.
Nos
meses de maio, agosto e novembro seriam realizadas as inspeções sanitárias.
As
diretrizes cominam ao Departamento de Instrução o programa para o ensino dos
quadros e da tropa, após apreciação e aprovação do Comando Geral da
corporação.
Nota-se, entretanto, que as Unidades e subunidades elaborariam seus quadros de
trabalho, nesta área, submetendo-o à apreciação do Departamento de
instrução.
Não havia, desta forma, uma uniformidade na formação dos quadros da Polícia
Militar, pois o ensino era ministrado por seções diferentes da Corporação.
Anotação
curiosa é a que se encontra no Boletim n° 41, de 17.02.1950 que insere na
parte relativa à instrução normas a serem observadas durante os dias de
carnaval, inclusive escalas de serviços e comportamentos a serem adotados pelos
policiais escalados e de folga.
Formação
de Especialistas, na modalidade de Curso de Datilografia na Escola de
Datilografia Oito de Setembro, vem registrada no Boletim n° 47, de
25.02.1950 e no Boletim n° 145, de 26 de junho de 1950. Infere-se que os alunos
eram matriculados por conta da Corporação e consistiam apenas em sargentos.
Concurso
para soldados tambores corneteiros, proposto pelo Tenente mestra da Banda de Música,
foi contemplado no Boletim n° 48, de 27.02.1950. As disciplinas constantes do
programa eram de rudimentos de Português, de assuntos rudimentares relativos a Ordenança
e execução dos principais toques da mesma.
Ao
certame poderiam concorrer soldados aprendizes de tambores-corneteiros e
aprendizes de música, no mínimo na boa conduta militar e declarados
mobilizáveis.
No
Boletim n° 49, de 28.02.1950 o Comandante Geral da corporação designou comissão
examinadora deste concurso, constando a relação dos inscritos no Boletim n°
86, de 13 de abril de 1950. Foi, ainda, prorrogado, por força de norma contida
no Boletim n° 91, de 20 de abril de 1950.
A
ata de realização do concurso, transcrita no Boletim n° 120, de 26 de maio de
1950, dá conta de que nenhum dos candidatos foi aprovado, o que levou ao
adiamento do concurso para data oportuna.
Novo
curso de especialização, desta feita para Cabo Radiotelegrafista
foi previsto no Boletim n° 49, de 28.02.1950. No corpo do boletim, foram
designados instrutores e suas respectivas matérias, consistentes em
Radiotelegrafia e Eletricidade; Português; Aritmética; História do Brasil;
Geografia. Os instrutores eram os próprios oficiais da Corporação.
As
aulas de radiotelegrafia e eletricidade ocorriam no turno da manhã e as outras
à tarde. O programa consta do Boletim n° 38, de 14 de fevereiro daquele ano, já
referido neste trabalho.
Tal
curso foi suspenso por força de ordem do Comando Geral emanada no Boletim n°
60, de 13 de março de 1950, por necessidade de serviço.
Por
ocasião das comemorações do aniversário da Polícia Militar, aos 06 de abril
de 1950, traz o Boletim do Comando Geral alocução do Comandante que faz
expressa referência ao investimento da corporação na instrução de sua
tropa.
Assim
é que no Boletim n° 81, de 06 de abril de 1950, se manifestou o Coronel DARCY
PACHECO DE QUEIROZ, então Comandante Geral:
...Tem sido sempre a preocupação dos que orientam esta
casa, o aperfeiçoamento crescente do elemento homem, para integrá-lo dentro
dos sãos princípios da Democracia, preparando-o para as múltiplas e variadas
missões que nos estão afetas. Esta caserna é uma oficina, onde seus operários
num trabalho sincero, silencioso e anônimo, procuram modelar os que aqui chegam, nivelando-os a um mesmo plano, sem distinção de classe ou de
cores,
dotando-os de todos os requisitos do policial moderno, combatendo o
analfabetismo, armando a capacidade para o trabalho, adextrando(sic)
a inteligência, alargando a visão, formando uma consciência clara e
honesta, fortalecendo os músculos, cultivando o sentimento do dever, o respeito
ao próximo e o amor a esta Terra imensa que nos viu nascer.
Aduz,
ainda, o Comandante Geral:
Continuemos a nos devotar exclusivamente aos serviços da
Corporação, ao trabalho indefeso da instrução e da educação dos nossos
soldados.
Já
naquela época, o Exército mantinha cursos regulares e os colocou à disposição
dos integrantes da Polícia Militar, através de ofício. Foram disponibilizados
os cursos de Aperfeiçoamento de Oficiais (Infantaria ou Cavalaria), Escola de
Educação Física (Instrutor – Medicina Especializada ou Mestre de Armas),
ambos para oficiais e, para as praças, a Escola de Sargentos das Armas,
compreendendo os cursos de Formação (Infantaria e Cavalaria) e de Aperfeiçoamento
(Infantaria e Cavalaria); a Escola de Saúde do Exército, com os cursos de
Formação de Enfermeiros, de Formação de Manipuladores de Radiologia, de
Formação de Manipuladores de Farmácia e
Formação de Manipuladores de Laboratórios.
A
Escola de Moto-Mecanização oferecia cursos Mecânicos e de Artífices,
enquanto a Escola de Veterinária formava enfermeiros e mestres ferradores.
Os
cursos oferecidos pela Escola de Transmissões consistiam em curso de Mecânico
de Rádio e de Mecânico Eletricista e a Escola de Educação Física formava
monitores na matéria. Tais dados estão inseridos no Boletim n° 95, de 25 de
abril de 1950 que registra, ainda, a matrícula de dois cabos da PMES na Escola
de Educação Física do Exército. A complementação dos cursos oferecidos por
cada uma das escolas veio no Boletim n° 97, de 27 de abril de 1950.
E
uma vez que mencionamos Educação Física, não é demais registrar que o
Oficial Regimental de Educação Física da Polícia Militar, em 1950, era o 2°
Ten. CARLYLE NETTO.
O
Boletim n° 100, de 02 de maio de 1950 parece esclarecer que o objetivo da
Escola Regimental no âmbito da corporação capixaba era o de alfabetizar as
praças. O documento ora mencionado previu o início das aulas da Escola para o
mês de maio, determinando que os comandantes de unidades e subunidades
providenciassem a remessa das relações de praças sob seus comandos que
precisassem completar a alfabetização. São matriculados, ainda neste
documento, trinta e cinco praças, todos soldados. Novos matriculados são
arrolados no Boletim n° 109, de 12 de maio de 1950, igualmente soldados.
A
destinação da Escola Regimental, entretanto, não fica muito clara diante do
que contém o Boletim n° 102, de 04 de maio de 1950, que prevê o funcionamento
de um Curso de Alfabetização de Adultos anexo à Escola Regimental. Esta,
segundo esclarece o boletim em comento, estaria subordinada à Secretaria de
Educação e Cultura.
Também
no âmbito do Corpo de Bombeiros os cursos de aperfeiçoamento e de formação
eram realizados em outras unidades da Federação. Exemplo disto é o registro
verificado no Boletim n° 108, de 11 de maio de 1950, onde se verifica o
encaminhamento de dois oficiais, dois sargentos, três cabos e oito soldados ao
Corpo de Bombeiros do Distrito Federal com a finalidade de lá estagiar.
O
Decreto n° 352, de 25 de abril de 1950, transcrito no Boletim n° 111, de 15 de
maio de 1950, aprovou o quadro de distribuição de pessoal da Polícia Militar
para aquele ano.
Por
se tratar de matéria correlata ao presente trabalho, é relevante ressaltar que
o quadro a que nos referimos acima registra dentre as Unidades, o Departamento
de Instrução, no qual encontravam-se lotados um major, um capitão, um
primeiro tenente e dois segundos tenentes.
Tal
Departamento, já naquela ocasião, contava com uma biblioteca, à qual
aportaram, no mesmo ano, vinte e seis livros oriundos de remessa do Instituto
Nacional do Livro, consoante anotação contida no Boletim n° 116, de 22 de
maio de 1950.
O
Boletim n° 152, de 04 de julho de 1950, previu o encerramento do período de
recrutas, no dia 30 de junho de 1950, o primeiro período de recrutas. O início
dos exames estava previsto para o dia 06 de julho daquele ano.
Em
virtude disto, no mesmo documento, foi designada pelo comandante Geral a Comissão
Examinadora dos novéis militares, constituída por um Capitão e dois
Aspirantes a Oficial, sob a presidência do Comandante do 1° Batalhão de
Infantaria.
Já
no ano de 1950 começa a se delinear a cúpula da Polícia Militar que seria a
responsável pela criação do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças
– CFAP, em 1972, com o surgimento de vários registros de nomes de oficiais,
dentre os quais damos relevo ao do então Aspirante a Oficial JONAS CARDOSO DE
MATOS (O Cel Jonas Cardoso de Matos faleceu no dia
19.09.2001, quando terminávamos a revisão deste trabalho),
hoje Coronel da reserva remunerada da Polícia Militar do Espírito Santo.
O
programa para o exame de recrutas constava de Educação Física, Ordem Unida,
Maneabilidade, Armamento e Tiro, Organização de Terreno, Combate e Serviço em
Campanha, Instrução Policial, Instrução Geral e Educação Moral.
Ficou
previsto, ainda, no mesmo boletim o início do segundo período de recrutas para
o dia 10, com a duração de quatro meses, de acordo com o que já havia sido
estabelecido nas diretrizes baixadas por aquele Comando no Boletim nº 40, de 16
de fevereiro daquele ano.
O
programa e horário do curso acima referido ficaram a cargo do Comandante do 1°
Batalhão de Infantaria, que deveria fazer a sua entrega até o dia 08 daquele mês
ao Comando Geral da corporação.
Os
cursos de formação de especialistas continuavam a ser realizados, sendo que o
de datilografia na Escola de Datilografia “8 de setembro”, conforme o
demonstram anotações contidas no Boletim n° 153, de 05 de julho de 1950,
Boletim n° 159, de 12 de julho de 1950, Boletim Diário nº 164, de 18 de julho
de 1950, Boletim Diário nº 166, de 20 de julho de 1950, Boletim nº 199, de 30
de agosto de 1950, Boletim
nº 208, de 11 de setembro de 1950, Boletim nº 209, de 12 de setembro de 1950,
Boletim nº 212, de 15 de setembro de 1950, Boletim nº 260, de 14 de novembro 1950, referentes
à movimentação de praças – desta feita sargentos, cabos e soldados.
O
Boletim n° 153, de 05 de julho de 1950, referiu-se ao término do período de
recrutas, explicitando a previsão dos exames já referidos alhures e, ainda, de
um acampamento a realizar-se nos dias 7, 8 e 9, na Fazenda Riqueza.
A
comissão encarregada do exame de recrutas fez publicar no Boletim n° 160, de
13 de julho de 1950 a ata de seus trabalhos, de cujo exame está autorizada a
conclusão de que os novos militares foram examinados tanto em relação ao seu
desempenho nos exames teóricos, realizados no interior do quartel, quanto à
prática,
avaliada no acampamento ocorrido na Fazenda Riqueza, município de Cariacica.
Foram
aprovados trinta e três recrutas, todos com conceito aceitável, não
tendo sido verificada a ocorrência de nenhum ausente e, tampouco, de nenhum
retardatário.
O
Diretor do Curso de Candidatos a Cabos propôs a designação de instrutores
para a especialidade, todos oficiais. As disciplinas previstas eram Educação
Moral, Educação Física, Ordem Unida, Maneabilidade, Português e Matemática,
Armamento e Tiro, Instrução Policial, Topografia, Higiene e Socorro de
Urgência,
Combate e Serviço em Campanha, Instrução Geral e Escrituração Militar. A
proposta foi aceita pelo comando da corporação e consta do Boletim n° 160, de
13 de julho de 1950.
Alterações
referentes a tal curso podem ser encontradas, ainda, em outros documentos, tais
como o Boletim Diário nº 170, de 25 de julho de 1950 e o Boletim Diário nº
175, de 1º de agosto de 1950, este último trancando a matrícula de soldados,
no curso, por falta de aproveitamento e não estarem correspondendo à
finalidade do C. C. C., o que demonstra que havia avaliações periódicas sobre
o desempenho dos alunos.
Os
exames finais foram realizados no mês de outubro, para tanto sendo constituída
comissão (Boletim nº 225, de 30 de setembro de 1950 e Boletim nº 226, de 2 de
outubro de 1950) e o curso foi concluído no dia 18 de outubro de 1950 (Boletim
nº 243, de 21 de outubro de 1950). Dentre os inscritos, observaram-se reprovações
e cinco ausências.
As
praças recém incorporadas passavam pela cerimônia de juramento à bandeira,
conforme consta do Boletim Diário nº 161, de 14 de julho de 1950. Tal evento
foi realizado, conforme anotação contida no Boletim Diário nº 162, de 15 de
julho de 1950 e nela, o Comandante Geral da PMES proferiu alocução da qual
pode-se concluir que a duração do curso era de quatro meses e constava de
Educação Física, Educação Moral, Instrução Geral, Instruções Técnicas
– Militar ou Policial.
A
monitoria continuava sendo exercida por praças – sargentos e cabos, conforme
evidencia o Boletim Diário nº 162, de 15 de julho de 1950.
Alfabetização
ainda era uma das preocupações do comando Geral da Polícia Militar do Espírito
Santo no início da década de 50. Tanto assim que o Boletim Diário nº 164, de
18 de julho de 1950, o Boletim nº 181, de 8 de agosto de 1950 e o Boletim
nº 264, de 18 de novembro de 1950 apontam movimentação de matrícula no curso
e até mesmo a mudança de professor para o mesmo.
Persistiram
as instruções gerais no ano de 1950, com previsão para ocorrerem às terças,
quartas e sextas-feiras, de acordo com o que consta do Boletim nº 184, de 11 de
agosto de 1950 e do Boletim nº 186, de 14 de agosto de 1950.
O
Boletim nº 204, de 5 de setembro de 1950 previu extenso programa para as
comemorações do Dia da Pátria, inclusive com a realização de desfile, do
qual participariam alunos da PMES.
Concurso
para tambores-corneteiros foi realizado, tendo sido, como de praxe, designada
comissão para tal e ficado estabelecido que seriam considerados inscritos todos
os aprendizes corneteiros da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.
Nem
todos inscritos ao concurso compareceram aos exames admissionais, por estarem
freqüentando o curso de candidatos a cabo (Boletim nº 216, de 20 de setembro
de 1950 e Boletim nº 227, de 3 de outubro de 1950).
Novo
período de recrutamento iniciou-se com a realização de um acampamento na
Fazenda Santana, conforme demonstra o Boletim nº 250, de 31 de outubro
de 1950, ficando os oficiais e praças declarados prontos para a atividade
externa nos dias 03 a 05 de novembro.
Já
o Boletim nº 253, de 6 de novembro de 1950 previu o início do recrutamento
para 16 de novembro, com programação, documentação e apresentação da
Bandeira. Nem todos os que se apresentaram foram considerados aceitáveis,
consoante faz certo o Boletim nº 259, de 13 de novembro de 1950.
A
designação de instrutores para o 3º período de recrutas constou do Boletim nº
259, de 13 de novembro de 1950.
O
Corpo de Bombeiros, como parte integrante da Polícia Militar, continuava suas
instruções sob os auspícios daquela, o que evidenciam o Boletim nº 262, de
16 de novembro de 1950 e Boletim nº 269, de 23 de novembro de 1950. Procedido o
exame, alguns soldados foram considerados aceitáveis e outros retardatários.
Foram
mantidos os cursos de especialização de oficiais e praças junto ao Exército
(Boletim nº 286, de 14 de dezembro de 1950).
Tanto
assim que o Boletim nº 288, de 16 de dezembro de 1950 registra desligamento de
sargento do Curso da Escola de Transmissões, por falta de base para compreensão
das matérias e o Boletim nº 294, de 22 de dezembro de 1950 a conclusão de
curso de Monitor de Educação Física.
Na
parte dos boletins relativa à instrução da tropa são encontrados, ainda,
apontamentos referentes a carteiras de identificação para militares e seus
familiares, bem como instruções do Exército sobre a confecção e forma de
tal documento. Esta assertiva pode ser comprovada ao exame do Boletim nº 177 de
3 de agosto de 1950, do Boletim nº 224 de 29 de setembro de 1950, do Boletim nº 224 de 29 de
setembro de 1950, este último prevendo a observância de todas as características
do cartão de identificação, inclusive a correspondente à dimensão da foto.
Previa, outrossim, que adiante da palavra polegar escrever-se-ia a expressão direito
ou esquerdo, o que denota já então a preocupação com a identificação
papiloscópica das pessoas relacionadas à corporação.
Outras
anotações de mesmo teor são encontradas no Boletim n º 232, de 9 de outubro
de 1950, ficando estabelecido que quando a praça fosse licenciada, o documento
seria apreendido e enviado ao Comandante da Unidade para inutilização.
Também
atividades de lazer, tais como cinema, também constavam da parte INSTRUÇÃO
dos boletins do Comando Geral (Boletim nº 278, de 4 de dezembro de 1950 e
Boletim nº 282, de 9 de dezembro de 1950).
Postas
estas as breves notas referentes ao ano de 1950, passemos ao exame dos registros
relativos ao ano de 1960.