A AÇÃO DESTRUIDORA DO HOMEM NO PLANETA,
O LAR DOS SERES HUMANOS
                                              

O risco do fim do mundo através de uma catástrofe ecológica
estaria próximo?

OLAVO A ARRUDA D´CÂMARA *

                                                                                 

           

                        O homem foi criado por Deus ou é fruto da evolução das condições naturais do planeta?  Antigos manuscritos das Escolas Gregas dizem que do Sol emanam energias, que se combinam, sendo positivas e negativas e estas por sua vez fazem gerar os quatro grandes elementos: água, fogo, terra e ar e estes combinados fazem produzir o sólido, o líquido e o gasoso. Estes elementos combinados, mais a eletricidade da terra, além dos elétrons, os átomos e das moléculas, mais os elementos químicos, “chocam-se” e vão formando os mundos, ou seja, fazem surgir tudo que existe materialmente no planeta. E o homem? É fruto da criação ou da evolução? Em sendo fruto da evolução, este teria surgido  de algum tipo humano muito primitivo, que evoluiu da água, da combinação de energias negativas da terra, somadas as energias positivas do sol, combinando-as com os elementos químicos da natureza. Após a formação do homem, seja originário do pitecantropus erectus ou não, este ganhou consciência, evoluiu e continua evoluindo. Caso o homem seja fruto da criação, como diz a Bíblia Sagrada, originário de Adão e Eva, ainda assim houve evolução do homem no planeta, juntamente com os outros animais. O ser humano desenvolveu sensibilidades e, através da sua mente e consciência, tendo não só um lado sensível, mas também um lado animalesco da irracionalidade, a sua parte maldosa com vocação para destruição.

                                                                                 

                        Estaria a humanidade no fim? O nosso mundo conhecido estaria por terminar? O mundo vai acabar? As religiões falam que sim. Mas, e os cientistas o que pensam a respeito? A civilização efetivamente desaparecerá? A destruição do planeta estaria por um fio? Ecologia, Genética, Computação, Biologia, Astronomia, Poluição, Aquecimento da Terra, Mutações Genéticas, Alterações Climáticas, O fenômeno El niño e La niña, desmatamento, secas, falta de água potável e outros problemas criados pela ação do homem, devem ser considerados e controlados, visando salvar o lindo planeta azul, chamado terra, a nossa casa.

 

                        Eis algumas considerações para reflexão das pessoas interessadas em questões ambientais, ecológicas e sobre clonagem, manipulação genética e outras do gênero: “atualmente é assustador o que a grande imprensa internacional tem divulgado sobre vírus, bactérias, doenças contagiosas e outras epidemias”. Estão aí o vírus HIV (AIDS), da “Vaca Louca”, o Ébola, ‘Sars”, “Gripe Aviária” e outras que estão surgindo ou surgirão ainda com o passar dos anos.  Imaginem as experiências genéticas que estão sendo feitas e elementos que estão sendo produzidos em laboratórios, além das experiências com clonagens, técnicas para controles de doenças, experimentos com animais e humanos, e assim por diante.

 

                       Há que se considerar ainda, possíveis explosões nucleares e experiências com bombas de nêutrons e atômicas. Em 1986 houve uma explosão de um reator atômico na Usina de Chernobyl, antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, cuja nuvem atômica contaminou toda a Europa e parte da própria Ex-União Soviética, além da cidade de Chernobyl, cujos resultados catastróficos ainda estão por vir, com doenças e outros desdobramentos para o meio ambiente.  A guerra interminável entre Árabes-Palestinos e Israelenses, poderá em determinado momento, levar os dois lados à loucura. Fala-se que o Estado de Israel possui um grande estoque de bombas e armas atômicas, contendo centenas delas, o mesmo poderá acontecer com alguns países árabes ou alguns asiáticos.  Cientistas têm dito que caso houvesse uma explosão nuclear, dependendo da gravidade e da intensidade, os rios e mares ficariam congelados, a terra mergulharia em profunda escuridão, pois a poeira atômica impediria a passagem da luz do sol e dois terços da humanidade ficaria cega. No caso de explosão de bombas de nêutrons, a vida seria destruída: tanto os animais, os homens e a vegetação, mas os bens materiais, tais como: dinheiro, cofres, obras de artes, prédios, moradias, tudo seria preservado. É a ação do homem voltada exclusivamente para o materialismo. O derretimento das calotas da terra, mudanças climáticas, secas e diminuição do potencial de água produzido no planeta, as contaminações dos lençóis freáticos pelos denominados lixões, ou ainda, pelo aterros sanitários mal feitos e irresponsavelmente planejado, visando levar empresas e o homem, pelas suas ganâncias a ganhar mais e mais, pensando, quase que exclusivamente no vil metal. As contaminações das bacias hidrográficas, o cansaço da terra no tocante a agricultura, destruição de espécies de árvores, de animais e a produção de alimentos, geneticamente alterados poderão trazer conseqüências inimagináveis. A poluição das cidades pelos gases emitidos, é outro tema que merece consideração. A destruição de florestas faz desaparecer espécies de aves e animais e mesmo de plantas que poderiam socorrer o homem, no tocante a produção de remédios, pois são plantas medicinais a serem preservadas e pesquisadas. A falta de água no planeta é algo que merece o maior dos cuidados. De tempos em tempos a terra dá sinais ao homem, que haverá diminuição do potencial de água, mas a grande maioria dos governantes do planeta e da humanidade, ignora estes fatos relevantes. Basta passar os olhos pelo planeta e se obterá resultados assustadores como por exemplo:  “as secas e desertos que surgem de ano para ano”. É óbvio que sem água o planeta não subsistirá. Em que pese a boa vontade, estudos, participação, conscientização levada a todos os cantos por grupos ambientais, o trabalho ainda é mínimo diante da imensidão de problemas. O aumento das populações dos países do globo terrestre faz aumentar o consumo de alimentos, de água, de remédios, de energia elétrica, de plantações e, cada vez mais, há pessoas morrendo de fome. As condições deletérias  em algumas regiões do planeta, levam pessoas a não ter o que comer, pois vivem em regiões desérticas e sem água. Diante de tantas condições adversas, resistirá o planeta mais um século?  Os países deverão criar já, leis rígidas e punir todos aqueles que destroem vidas, quer seja animal, vegetal, hominal e ainda poluem. A punição deve ser imposta sobre todos, desde o ato de jogar um papel de bala na rua, cuspir nas calçadas e as ações nefastas de destruição. No Estado de São Paulo, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo está de parabéns, pois seus técnicos têm feito estudos e mantidos contatos permanentes com a Cetesb, embora há muito a ser feito para mudar a mentalidade dos industriais. Para um futuro imediato quem não se enquadrar no ISO 14.000 não vai conseguir mais exportar as suas mercadorias.  Pelo mundo afora, a ONU – Organização das Nações Unidas, deveria exigir que os seus países membros implantassem nas escolas, disciplinas voltadas para o meio ambiente, criando políticas ambientais – municipais, além de realizar palestras de orientação. Os Estados Membros da ONU deveriam ser punidos, principalmente aqueles que não cuidam do meio ambiente. Vale a pena destacar um advertência publicada na Inglaterra pelo astrônomo “ Martin Rees”, professor da Universidade de Cambridge e uma autoridade sobre os mistérios do universo. No livro “Our Final Hour (Nossa Hora Final) (deixo de citar a fonte, em virtude de ser artigo recebido via internet), Rees “faz uma incursão detalhada pelos mais avançados centros de pesquisa do planeta e chega a uma conclusão estarrecedora: o risco de a espécie humana extinguir-se completamente neste século pode ultrapassar os 50% se juntarmos todos os perigos que rondam nossa sobrevivência”.

 

Eis alguns perigos elencados por Rees: “ guerra nuclear em larga escala, a possibilidade de algum asteróide colidir com a terra. A manipulação genética de plantas e animais”. De um lado as tecnologias maravilham o homem, mas de outro há uma face sombria.  Já se pode criar em laboratórios, forma de vida que podem se revelar fatais para a espécie humana”.

 

                     “Pode-se destacar em paralelo a este raciocínio a que o homem conseguiu liberar e “criar” a energia atômica, mas não conseguiu e não sabe ainda como destruí-la sem  causar males a humanidade e ao planeta.  Pelo planeta afora, há seitas de fanáticos, países com ideologias que primam pela loucura, crenças  as mais variadas que chegam a irracionalidade e guerrilheiros e loucos sem causas, que governam  segmentos sociais de outros fanáticos, religiosos e analfabetos. Estes poderão, em momento das suas irracionalidades fazer males inimagináveis aos povos da terra e comprometer o meio ambiente, como explosões atômicas através de  testes nucleares, tais como os já realizados pelas cinco principais potências do globo.

 

                        Embora a terra exista há milhões de anos, ela parece mais um organismo vivo e a natureza cobra do homem. Aliás, um velho pensamento diz: “ o que o homem faz a natureza desfaz”.

 

                        Há tempo ainda de aprendermos com os erros cometidos pela humanidade, a juventude atual, sê preparada, tomará outros rumos, mas é preciso antes, impor uma nova cultura de defesa da terra e do meio ambiente. O esgotamento dos recursos naturais não renováveis é assustador. OTIMISMO: Raciocinando em termos um pouco otimistas, pode-se pincelar que com tantas descobertas, o homem, dotado de poderes incomensuráveis, poderá fazer descobertas, inventos, novas tecnologias e avançar para outros sistemas interestelares e trazer novos recursos para a humanidade terráquea. Tudo parece catastrófico, mas há esperança?  Sim, a economia da vida, deve ser a cultura que deverá ser implantada para os povos da terra. A população de mais de 6 (seis) bilhões de habitantes não pode continuar a crescer. Os recursos naturais não renováveis devem ser reaproveitados ao máximo. As águas utilizadas e depois “jogada fora”, não pode continuar. Devem as águas utilizadas ser reaproveitadas inúmeras vezes, após passar por um processo de filtragem e limpeza. Nas regiões onde as florestas foram destruídas, o mundo deve seguir o exemplo do Estado de Israel que plantou mais de 6 (seis) milhões de árvores no deserto. No Brasil, com milhares de presidiários de alta periculosidade, o Estado deverá exigir que os condenados sob o comando das forças policiais e das Forças Armadas, iniciem o plantio de árvores, sementes e ou mudas para reflorestar as regiões mais desérticas. A ganância do ser humano, impede que se desenvolva a sensibilidade  e a coloque a disposição dos seus semelhantes, pois sempre o ser humano quer mais e mais e ainda há a loucura por controle: “grupos, segmentos, ideologias, religiões de fanáticos e ideólogos que de tempos em tempos  surgem e tentam impor os seus sistemas sobre os outros, não têm permitido a união da raça humana”.  Fala-se ainda em fantasma do bioterror, como a Academia de Ciência dos Estados Unidos, que “alertou sobre o risco de terroristas usarem vírus ou bactérias geneticamente modificados. A decifração da seqüência do genoma humano, bem como de inúmeros genomas de micróbios patogênicos, permite que a ciência seja usada para criar novos agentes de destruição de massa”.  Dizem os cientistas que “os agentes biológicos poderiam ser manufaturados com equipamentos disponíveis no mercado e usados em indústrias químicas, farmacêuticas, de alimentação ou mesmo cervejarias”.

 

                        No Brasil, grupos ecológicos estão surgindo por todos os lados e há pessoas bem intencionadas nos Partidos Verdes ou que pregam a defesa do meio ambiente, embora os oportunistas políticos poderão, a qualquer tempo, visando tirar proveito nas eleições, enveredarem para estes segmentos políticos.  A Constituição Federal da República em seu Artigo 225, trata do meio ambiente e preleciona: “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum  do povo e essencial à sadia  qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo para as presentes e futuras gerações”. Ao menos a Constituição Federal do Brasil, defende a vida e o meio ambiente, já é alguma coisa, mas muito deverá ser feito ainda.

 

                        Acreditar que a terra não tem fim e subsistirá para sempre, já não é mais uma verdade inconteste. Examinando as fotos do planeta Marte, enviadas pelos telescópios gigantes, vemos um planeta morto, onde aparecem apenas vales e montanhas de areia.  Acaso, não poderá a terra tornar-se um planeta morto como marte?

 

MAS AINDA HÁ ESPERANÇA:

Como salvar o planeta? Até o momento, nenhum ser humano apresentou-se com “bola de cristal”, “varinha mágica” ou com “dons milagrosos”. A realidade é dura, mas quem conseguiu inventar o rádio, a televisão, avião, cirurgia plástica, celular, automóvel, computador e internet, comunicações via satélite, transplantes, “fecundação in vitro”, remédios que verdadeiramente curam, raio laser e tantas coisas que são admiráveis, produzidas pelas mentes brilhantes, gênios, cientistas e estudiosos, acaso não poderão em dado momento, descobrir meios para “tampar os buracos nas camadas de ozônio”; desaquecer a terra, diminuir a população do globo, despoluir e descobrir nas viagens interplanetárias, água, ou meios de como produzi-la. Hoje, tudo parece impossível, mas é como dizer ao homem da caverna no início da humanidade, que um dia o homem voaria em aeronoves, haveria telefone celular, radio e televisão. Considerando que o homem da atualidade não utiliza mais do que um por cento da sua mente, restam nos noventa e nove por cento para ser explorado por nós mesmos e desenvolver os nossos talentos, criatividade e inteligência.  Mas, haverá tempo? Não sabemos, resta nos apenas aguardar, torcer para que soluções existam e o planeta continue a existir para a glória dos homens e benefícios de toda a humanidade.

 

 

* Professor de Direito Constitucional, Advogado militante, Mestre em Direito Constitucional e Ciências Sociais; Doutorando na Universidad Del Museo Social Argentino-UMSA. localizada em Buenos Aires; Especialista em Didática  do Ensino Superior,  e graduado em Direito, História, Estudos Sociais e Pedagogia. É membro de Instituições Filosóficas. [email protected]