POEMA PARA TEIXEIRA DE FREITAS
Eu te saúdo, ó grande mestre das leis,
Saúdo
o teu vôo de pássaro latino,
Sol
da justiça,
Estandarte
das leis.
Tua
pregação civil fazia tremer os carrascos,
Eras
um profeta dos tribunais,
Vigiavas
a liberdade com olhos de criança,
E
temias a República feroz das guilhotinas.
A pátria
Brasil tece um tributo de amor ao célebre filho,
Que
cantou o levante dos direitos do homem,
Que
acendeu a pira de luz nas tábuas da justiça,
Que
abriu os portões do código civil brasileiro ao mundo.
Pilhas de palavras mágicas trouxeste para a aurora da
liberdade,
Rios
de olhos decifraram os mistérios do direito,
Nas
tuas lições filosóficas.
Abriste em luz o
eclipse que cobria as leis da pátria,
Trabalhaste
a metáfora do direito nos tribunais,
Ameaçaste
o silêncio das tiranias,
Multiplicando
as leis entre os rebanhos humanos.
Os salmos da justiça fizeste chegar aos reis e plebeus,
Numa grande
ciranda de vozes em oração,
Tuas
mãos de mago semearam centelhas de luz
Nos
Códigos Civis da América,
Oh,
Teixeira de Freitas, astro de luz da Bahia,
Bendita a
toga que cobriu os teus ombros de operário do direito,
És o albatroz do oceano da
justiça em vôo sobre as águas da América,
Cavaleiro
civil dos ofícios da leis.
Eu te vejo
na Roma de Cícero arrancando relâmpagos da voz,
Eu te vejo
na ceia do Cristo trocando a espada pela paz,
Eu te vejo
nos guetos dividindo a justiça entre os homens,
Eu te vejo
na tribuna das Universidades advogando o direito dos povos.
Edgard Larry – Poliana Policarpo