VERDUGO

 

Percorrendo as linhas sinuosas de minha mente,

Tento imaginar como se sente o cérebro louco de um verdugo,

que como o seu pão de cada dia,

embebido em vida cor de sangue.

Penso se o seu negro capuz esconde suas sentidas lágrimas,

ou seu malígno sorriso.

Penso se ele afaga os seus filhos com uma adaga,

ou se os abate com amor.

penso se ele honra o seu trabalho,

ou se deshonra o seu suor.

e digo ao meu próprio ego:

indígno aquele que como da vida!

indígno aquele que come da morte!

 

 

                                                              José Marques Filho (Brasil)